terça-feira, 18 de junho de 2019

SUDESTE PET: PET PARTICIPAÇÕES 3º DIA


Encontro de Área 8 – Saberes tradicionai
No dia 01/04/19, o EA 8 – Saberes tradicionais foi coordenado pela tutora do PET Geografia UFRRJ-IM, Anita Loureiro de Oliveira e teve a participação do Tutor do PET Etnodesenvolvimento Alexandre Monteiro e da tutora Eliana do PET Biologia Unifesp .... petianas/os..... Tales Mattos (PET-GEO UFRRJ-IM), Beatriz Maravalhas (PET-GEO UFRRJ-IM), Julia Ananda (PET-GEO UFRRJ-IM), Maria Eduarda Bastos (PET-GEO UFRRJ-IM) e Natielle (colaboradora informal do PET-GEO UFRRJ-IM).

Após uma rodada de apresentações, o grupo PET-Geografia UFRRJ-IM apresentou sua experiência de diálogo de saberes com os caiçaras de Paraty evidenciando as potências e dificuldades desta metodologia de valorização dos saberes populares e intercâmbio de informações e conhecimentos.
Uma das dificuldades mencionadas foram os entraves institucionais para a participação destes integrantes de comunidades tradicionais nos grupos PET e sua permanência na universidade e no programa. A rigidez das normas e a inflexibilidade das instituições frente às diferentes cosmovisões (como no caso dos indígenas e quilombolas) o desrespeito a suas temporalidades próprias e seus modos de estar no mundo revelam a incompreensão institucional quanto aos ganhos da ciência estar aberta a outros saberes e o desperdício da experiência, tal como nos ensina Boaventura de Sousa Santos e sua sociologia das ausências.
O grupo apontou a necessidade deste tema ter mais representatividade nos debates promovidos nos encontros regionais e no ENAPET, uma vez que algumas normas e diretrizes do programa não contemplam a realidade destas comunidades, tais como a exigência de alto rendimento acadêmico (CR; impossibilidade de reprovações, entre outros).
No caso de grupos que não trabalham diretamente com comunidades tradicionais, mas que estavam no EA em busca de troca de experiencia no campo da extensão e do trabalho com as comunidades, foi apontada a dificuldade das universidades estarem efetivamente abertas à sociedade em geral e o exemplo é a dificuldade das IES se relacionarem com as comunidades que vivem no entorno dos campi universitários. Outros entraves institucionais podem prejudicar esta aproximação e isso precisa ser melhor trabalhado.
 
Relato feito por Anita loureiro (tutora do PetGeo)


SUDESTE PET: PET PARTICIPAÇÕES 2º DIA


No domingo dia 31 de março, ocorreu o terceiro dia de programação do Sudeste PET 2019. No pátio do primeiro do primeiro andar (P1) na UFRRJ-seropédica pela parte da manhã decorreu a apresentação de pôsteres científicos dos PET's de todo sudeste. O PET-Geografia estava presente com sete integrantes; Fernanda Lima, Francine da Silva, Mateus Duarte, Thiago Cardozo, Mariana Rodrigues, André Tavares, Thayna Cagnin, juntamente com a tutora Anita Loureiro,  que apresentaram dois banners contendo a pesquisa da territorialidade caiçara juntamente com o mapa produzido a partir do método da cartografia da ação abrangendo a região Paraty- São Gonçalo, que favorece o turismo de base comunitária local.
Na parte da tarde sucederam as apresentações de 10 GDT's: CenaPET: Estatuto; Avaliação e relatórios do programa PET: Caminhos; Interpet / Fórum PET e relacionamento com a IES; CLAA: Din Mica e funcionamento; Uso da verba de custeio; Diversidade e horizontalidade no PET; Tríade e indissociabilidade; Contribuição do PET na formação e evasão dos alunos de graduação; Interdisciplinaridade nos grupos PET; Divulgação e visibilização das atividades dos grupos PET.
Ao final da tarde rolou o coffee-break, assim dando seguimento à programação da noite. Onde o SARAU finalizou a programação de domingo do Sudeste PET 2019.
Relato feito pelo bolsista Mateus Duarte

SUDESTE PET: PET PARTICIPAÇÕES 1º DIA

O dia 30 de Março (sábado) os bolsistas Emanuele, Francine, Queila e Tales participaram da abertura do evento com a apresentação cultural do grupo de dança da UFRRJ e da Banda/fanfarra convidada para tocar musicas brasileiras popular para todos no Auditório Gustavo Dutra (Gustavão). 



A abertura contou também com uma mesa composta por professores e representantes de grupos PET's de outras UF's. Após a mesa de abertura todos foram convidados a ir ao restaurante universitário para o almoço, de certa forma o almoço atrasou devido grandes quantidades de quentinhas estragarem no caminho da universidade. As demais atividades foram atrasadas e a reunião dos tutores e alunos foi realizada na parte da noite, em seguida os minicursos e a confraternização. 





Relato feito por Emanuele e Tales

SUDESTE PET: “Tecendo conexões para representatividade, inovação e integração entre os Grupos PET da região Sudeste”


Do dia 29 de Março ao dia 01 de Abril ocorreu o SUDESTE PET 2019 na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. O evento é anual e ocorre desde o ano de 2014. E pela segunda vez a UFRRJ sediou o evento para 650 congressista de diversas universidades do Sudeste. Coordenado pelos grupos PET da Rural o evento era composto de varias atividades, como palestras, GDT's , EA's, cursos, oficinas e uma Assembleia geral.
O grupo PET GEO participou da construção do evento com a participações de 3 petianos no Staff e com a Tutora Anita Loureiro na comissão científica. Os demais estudantes participaram como ouvintes e apresentaram um poster sobre a atual pesquisa.

Relato do bolsista Tales G. 

segunda-feira, 17 de junho de 2019

X Semageo - Os impactos da precarização docente e da ofensiva (neo)conservadora


 X SEMAGEO


 X SEMAGEO


O curso de Licenciatura em Geografia do Instituto Multidisciplinar da UFRRJ comemora em 2019,  uma  bagagem que totaliza 10 Semanas Acadêmicas de Geografia. Honrando o objetivo do evento que sempre foi  estimular uma reflexão geográfica sobre temas e questões relevantes para o entendimento do mundo atual, formando discentes - e futuros docentes - críticos, perpetuamos o legado trazendo o tema: "Os impactos da precarização docente e da ofensiva (neo)conservadora".
O evento ocorreu nos dias 10, 11 e 12 de junho, contando com ilustres presenças de professores externos e da casa, somando forças para pensar a atual crise societária, sobretudo no que permeia a Educação de base. Os desafios pautados são enormes, especialmente para a formação de novos docentes num contexto de precarização e de visíveis retrocessos, com perda de direitos sociais tão recentemente conquistados, a duras penas.
A presente democracia burguesa sente-se ameaçada com uma educação, ciência e culturas populares tão laicas, plurais e - verdadeiramente - democráticas, pois a perpetuação de sua hegemonia depende da ausência da consciência de classes, consequente da precarização do ensino crítico, dando espaço ao reprodutivo e conservador; como nos falaram Luiza Colombo, Amanda Moreira e Rodrigo Lamosa na manhã de terça-feira (11/06), o Movimento Escola Sem Partido como principal concretização desses ideais neoconservadores, necessita atacar e responsabilizar diretamente o professor para implementar-se legalmente. Posto que o BNCC e os livros didáticos já estão todos aparelhados, o professor torna-se principal inimigo e impeditivo para o sucesso do pacote de maldades na educação.
Assim, a proposta do evento foi, portanto, neste contexto de crise societária, reafirmar o compromisso social e público da Universidade, e especialmente da ciência geográfica, ao discutir e atuar nessa realidade formando professores e pesquisadores comprometidos com a equidade e com a diminuição das desigualdades econômicas, sociais, étnico-raciais e de gêneros.









Relato feito pela bolsista Maria Eduarda Bastos


quarta-feira, 5 de junho de 2019

RELATOS DOS TEXTOS DE LEITURAS DO GRUPO

No dia 5 de junho de 2019, o grupo deu continuidade a dinâmica de apresentação de texto, para essa atividade o título sugerido foi “Revolução de valores - A promessa da mudança multicultural” capítulo 2 , de autoria de Bell Hooks na sua obra “Ensinando a Transgredir - A educação como prática da liberdade”(Hooks, 2013). O presente capítulo aprofunda na discussão da revolução de valores, elucidando como esses permeiam a manutenção da cultura de dominação e ajudam a criar um mundo sem liberdade para estabelecer a evolução da supremacia branca. A ligação entre valores e hábitos são relacionados com o compromisso diretamente a liberdade, tendo como uma das principais referências para pensar essa questão as contribuições de Marthin Luther King acerca da revolução dos valores, pois são os valores que contribuem para a manutenção de ideias enraizadas de que a dominação é natural, por exemplo. 
O discurso hegemônico de segregação racial na época do Apartheid nos Estados Unidos, era exaltado por figuras públicas que reproduziam o materialismo absoluto, naturalizando a dominação e a segregação sob uma racionalidade ilógica de poder material. Válido ressaltar que esse discurso era legitimado pelo Estado vigente na época, a ponto de ser foco central em propaganda partidárias com pensamentos conservadores. Hooks aponta para problemática da coletividade da rejeição à esse tipo de pensamento ser ineficiente, de modo a rejeitarmos tal discurso porém ainda tornar-se permanente nos nossos cotidianos e hábitos. 
Nesse sentido, a autora resgata lembranças de sua adolescência, que mesmo os seus mais “rebeldes” atos não eram tão revolucionários assim quanto ela pensava na época, agora olhando sob a ótica de que a sociedade sustenta-se a partir de um sistema patriarcal capitalista de supremacia branca. Os processos de tentativa de dessegregação social, relata a autora, eram bem mais dolorosos para as pessoas negras, que precisam se esforçar para se adequar a uma realidade que ainda tinha práticas racistas. Mesmo nos meios mais progressistas a autora identifica a divergência entre o que se diz e o que se pratica de fato, e crítica essa cisão, pois nossa prática deve corresponder a nossa construção teórica. Os valores são construídos para favorecer os sistemas de dominação e o neoconservadorismo procura manter esses valores que surgem na tentativa de se voltar à ordem, sendo esta ordem, uma ordem inventada. 
Tomamos o exemplo utilizado pela autora ao comentar sobre a questão da família patriarcal que é amplamente defendida pelos conservadores como um espaço de ordem e seguro, entretanto, as estatísticas mostram como essa estrutura pode ser violenta, nesse sentido, a cultura da dominação, dos valores, promove vícios de mentira e negação que são perpetrados na sociedade e resulta na crise em que estamos vivendo que está ligada ao acesso (ou falta) à verdade. O consumo coletivo está alojado em espaços de desinformação e resistência a mudanças nas bases que estrutura os valores hegemônicos para que ocorra uma revolução de fato, a começar pela mudança de valores dentro da própria universidade junto à uma revolução epistemológica, e essa revolução encontra resistência daqueles que não querem abrir mão de sua autoridade, que é uma autoridade que se dá por ter-se frojado como a única possível. 
Relato pela bolsista: Fernanda Santos

quarta-feira, 29 de maio de 2019

RELATOS DOS TEXTO DE LEITURAS DO GRUPO

Relato capítulo 1 – Pedagogia engajada - Bell Hooks
No dia 29/05 o grupo deu continuidade ao livro Ensinando a transgredir da Bell Hooks. Neste capítulo, a autora inicia o texto discorrendo sobre a “Educação como prática da liberdade” e quem são os educadores dispostos a se voltar para esse processo de aprendizado. Para ela, seriam aqueles que entendem que o ato de ensinar é mais do que compartilhar informações, mas parte de um aprendizado que respeite, que perceba os alunos em sua completude, tanto no sentido intelectual quanto espiritual, onde eles devem ser sujeitos ativos do conhecimento e não passivos, não é apenas a opinião do professor que prevalece. É de fato a construção de um aprendizado que coloca como relevante mais o trabalho coletivo do que o individual. 
Mais adiante, Hooks relata como a obra de Paulo Freire serviu de inspiração para que ela lutasse contra um processo de aprendizado que estava mais parecido com uma linha de produção do que necessariamente uma sala de aula. Além de Freire, ela cita o budista Thich Nhat Hanh, que percebe o professor como um curador, que precisa estar bem consigo mesmo para ensinar. E é nesse bem-estar que a pedagogia engajada dá ênfase, onde o professor deve estar em processo constante de “autoatualização”.
Confessa  que foi na graduação que ela percebeu uma certa ingenuidade da sua parte, pois ela via que as preocupações acadêmicas estavam muito mais voltadas ao que ela poderia produzir do que com o seu bem-estar. O professor dentro desse sistema é objetificado e fragmentado, o que de fato importava era a capacidade do docente concluir da melhor forma seus trabalhos acadêmicos. Hooks (2013, p.29) coloca que
Isso queria dizer que pouco importava que os acadêmicos fossem drogados, alcoólatras, espancadores da esposa ou criminosos sexuais; o único aspecto importante da nossa identidade era o fato de nossa mente funcionar ou não, ou sermos capazes de fazer nosso trabalho na sala de aula. 
Em suma, as reflexões que fizemos ao longo da discussão deste texto, nos fez perceber que a nossa atuação enquanto grupo tem caminhado para a construção de uma pedagogia engajada, pois é diante de um cenário de enrijecimento, de negação, que temos encontrado em nossas reuniões um lugar onde podemos expor nossas angústias, nossos anseios. Temos nos tornado lar, espaço de acolhimento, que segue um caminho contrário aos padrões hegemônicos da academia, pois todo o nosso corpo tem importância e não partes dele.
Relato por: Francine S.


quarta-feira, 22 de maio de 2019

RELATOS DE TEXTOS DE LEITURAS DO GRUPO

Relato: Manu e Tháyla ESCOBAR, Arturo. O lugar da natureza e a natureza do lugar: globalização ou pós-desenvolvimento. A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO, p. 133-168, 2005. 

O presente texto parte da ideia da compreensão e importância do conceito de lugar no que tange a produção cultural, etnográfica dentro da condição moderno colonial. Esse conceito quando tratado de forma “básica”, traz a ideia de lugar enquanto ser e conhecer considerando as formas de existências, em contrapartida ele traz o lugar enquanto construção dentro da globalização econômica. Entretanto essa construção dentro dos parâmetros moderno-coloniais esvazia o conceito, limitando a construção de identidade e pertencimento. Quando tratamos da relação com o lugar enquanto “natureza selvagem”, o autor nos mostra como invisibilizamos a natureza enquanto sua autonomia mostrando como o próprio de conceito de natureza é uma construção social. Diante disso, é possível enxergar a não necessidade de separação entre natureza e sociedade, que é um aspecto capitalista. (22/05)

quarta-feira, 15 de maio de 2019

RELATOS DOS TEXTOS DE LEITURAS DO GRUPO

Relato do texto da Bell Hooks cap 1.

A minha sugestão da leitura desse livro em uma de nossas reuniões, nasceu de uma curiosidade particular de conhecer e estudar autoras e autores negros. Durante a maioria dos anos da minha graduação em geografia sempre tive contato com muitos autores que debatiam diversas questões importantes, porém, nunca consegui sentir proximidade ou afetividade com o que era dito pois esses autores sempre foram muito diferentes de mim (homens, héteros, brancos). 
Por isso, comecei a buscar, no meu tempo particular, conhecer alguns autores e autoras negras que falassem dos mesmos temas, com uma discussão muito mais racializada. No meio dessa busca por auto reconhecimento nas obras, encontrei Bell Hooks. 
Gloria Jean Watkins, mais popularmente conhecida como Bell Hooks, é autora, feminista negra, artista e ativista social. Publicou mais de trinta livros e numerosos artigos acadêmicos, apareceu em vários filmes e documentários, e participou de várias palestras públicas. 
Suas obras incidem principalmente sobre a interseccionalidade de raça, capitalismo e gênero. Numa perspectivaanti colonial, anti racista e contra hegemônica, e influenciada pela pedagogia crítica de Paulo Freire, aborda raça, classe e gênero na educação, arte, história, sexualidade, mídia de massa, dentre outros assuntos. Essa inspiração em Paulo Freire originou um de seus primeiros livros chamado: “Ensinando a transgredir: a educação como prática de liberdade”, que é tema principal deste relato. 
O livro “Ensinando a Transgredir: a educação como prática de liberdade” relata algumas das experiências da autora como aluna e professora nos Estados Unidos. Hooks faz fortes críticas ao sistema educacional metodológico e enrustido, que não leva em consideração o cotidiano e a vivência dos alunos. 
Bell Hooks analisa a sala de aula como o campo do constrangimento, porém também como um campo de liberdade.  Como professora, ela constatou que muitos professores apenas enchem os alunos de conteúdos acadêmicos sem nenhuma ligação com a realidade e conservam assim, o machismo, o racismo e o sexismo dentro das escolas.
A educação como prática de liberdade busca romper os muros criados pelo sistema hegemônico na educação. É uma pedagogia engajada e inovadora, mas que precisa que todos estejam abertos para essa mudança. Como diz: 

[… A academia não é o paraíso, mas o aprendizado, é um lugar onde o paraíso pode ser criado. A sala de aula com todas suas limitações continua sendo ambiente de possibilidades. Nesse campo de possibilidades, temos a oportunidade de trabalhar pela liberdade, exigir de nós e de nossos camaradas uma abertura da mente e do coração que nos permite encarar a realidade ao mesmo tempo em que, coletivamente, imaginemos esquemas para cruzar fronteiras, para transgredir. Isso é a educação como prática da liberdade…] HOOKS, 2013.pág. 273.

Relato por: Queila Romualdo


terça-feira, 7 de maio de 2019

PET PARTICIPAÇÕES: Participação na aula da graduação.



No dia 18 de março, o grupo Pet Geografia esteve presente na aula da disciplina trabalho de campo lecionado pela nossa Tutora Anita Loureiro. Colocamos um pouco das nossas experiências que adquirimos na comunidade de São Gonçalo Paraty, e expomos o último trabalho que foi realizado com a comunidade, o Mapa do Turismo de Base Comunitária.


Explicamos um pouco dos processos, como o mapa foi elaborado, as dificuldades, as limitações e principalmente as contribuições dos moradores da comunidade. Em suma, fizemos questão de enfatizar a importância do trabalho de campo para a pesquisa acadêmica, pois por mais que leituras a  priori sobre o lugar houvessem sido feitas, o campo nos proporciona sempre um novo olhar, novos aprendizados e experiências que não estão escritas em livros ou textos acadêmicos, e também nos permite ter uma maior aproximação.














Relato feito por: Francine Lins (Bolsista PETGEO)

PET PARTICIPAÇÕES: Peça "Greta Garbo: Quem diria chegou no Irajá!", estrelada por Thiago Cardoso (integrante do Grupo PET-GEOGRAFIA/IM)


No dia 16 do mês de março de 2019, os integrantes do grupo PET-Geografia; Mateus Duarte, André Tavares, estavam presentes na estreia da peça "Greta Garbo: Quem diria chegou no Irajá!", estrelada por Thiago Cardoso (integrante do Grupo PET-GEOGRAFIA/IM), Tatiana Lucckesi e Jonatas Henrique.
Escrita por Fernando Melo, segundo Arivaldo Sacramento de Soza, “Nas tramas de Greta Garbo, quem diria, acabou no Irajá: crítica filológica e estudo de sexualidades”, em sua tese apresentada ao Programa de Pesquisa e Pós-graduação em Letras e Linguística, Instituto de Letras, Universidade Federal da Bahia, o texto: “dramatiza uma relação homoerótica conturbada entre um enfermeiro idoso e um jovem desabrigado do interior do Rio de Janeiro – tem sido encenada desde a década de 1970 com grande repercussão no cenário artístico nacional brasileiro, inclusive, surpreendentemente, no contexto político sob o qual o Brasil viveu o regime de epressão ditatorial militar.”
Destacando um ponto importante nesse recorte espaço-temporal, do Rio de Janeiro em plena ditadura militar, onde a arte era uma das maiores formas de resistência, e muitos artistas tiveram que pagar com a própria vida para garantir hoje a liberdade de um estado democrático de direito - ameaçado - é que objetiva-se traçar um paralelo sobre os espaços que esse conteúdo artístico-político era representado, e onde ele está em cartaz atualmente no estado do Rio de Janeiro.
A peça protagonizada pelo integrante do PET-GEO, Thiago Cardoso, está em cartaz na Praça CEUS, conhecida também como praça dos meninos, localizada no município de Nilópolis, no bairro Cabral, onde, segundo o secretário de cultura do município há próximo da praça pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, e que frequentam o teatro naquela praça, o que evidencia a arte em sua forma mais pura, que seja alcançada por todos os públicos, tocando em assuntos tão importantes para a sociedade como foi tratado no espetáculo.
Após a estréia houve uma roda de conversa mediada pelo bolsista André Tavares com os debatedores: Pedro Henrique - assessor do prefeito municipal; Antônio Costa - Secretário de cultura de Nilópolis;  Inês Simpliciano - superintendente dos conselhos municipais; Cezar Renato- superintendente da diversidade sexual de Nilópolis; Paulinha Única - superintendente da diversidade sexual de Mesquita; Alex Teixeira - Ator do Coletivo peneira; Edivaldo Barros - Diretor da Escola Municipal Antônio Pereira Guimarães; Adilson Farias - Ex presidente da Câmara Municipal de Nilópolis; onde foi possível pensar sobre como a educação e arte, e a educação através da arte pode proporcionar o combate a violência TLGBI+, e a luta por políticas públicas para TLGBI+ e a expansão da arte na periferia.
A imagem pode conter: 3 pessoas, incluindo Thiago Cardoso, pessoas sorrindo, pessoas em pé
Escrito pelos Bolsistas André Tavares e Matheus Duarte.

quarta-feira, 27 de março de 2019

RELATOS DE TEXTOS DE LEITURAS DO GRUPO

Relato do texto Geografia e(m) movimentos, sobre o debate realizado no dia 27 de março de 2019. O texto  (1º capítulo) é parte do livro “Por uma geografia em movimento: a ciência como ferramenta de luta” do geógrafo Timo Bartholl. 
Alguns apontamentos importantes: 
- A atuação de movimentos sociais junto com a atuação acadêmica possibilitou novas formas de pensar e fazer geografia. 
- Dificuldade metodológica em desenvolver uma forma crítica de saber científico institucional sem desvincular a prática transformadora.
- Bunge (EUA) defende a conexão direta entre geografia, vivência e prática das ideias radicais surgidas na luta. 
- Smith faz uma autocrítica sobre o isolamento na academia e a desconexão com a luta, e também o enfraquecimento das lutas sociais. 
- A cientista social Piven analisa a relação (ativismo X academia) como desvinculada, pois o pensamento crítico não gerou reflexos positivos sobre os movimentos sociais da época.
- Um pensar desvinculado as práticas de luta corre o risco de gerar um conhecimento vazio.
- A teorização da prática emancipatória provoca uma reflexão da luta pela transformação e pela transformação da reflexão. 
- A geografia crítica brasileira construiu uma relação direta com a sala de aula, problematizando o sistema e não as problemáticas dele.
GEOGRAFIA E MOVIMENTOS SOCIAIS NO BRASIL:
- Renato Emerson em “movimentos sociais e geografia: sobre a(s) espacialidades da ação social” distingue três tendências na análise de movimentos sociais: 
(1ª) “Geografia da organização dos movimentos sociais” : Estuda suas formas e sua “configuração espacial”;
(2ª) “Geografia das lutas sociais”: Foca na “materialização” das lutas e dos conflitos sociais no espaço, tirando o foco da “personificação dos movimentos sociais”;
(3ª) “Geo-grafias dos movimentos sociais”: Debater geografia e movimentos sociais em dois percursos distintos:
1º: Leitura dos movimentos a partir da geografia contemporânea.
2º: Proposição enquanto categoria de análise da geografia: 
- Deixar de ser objeto e ser instrumento analítico para desvendar novas especificidades e territorialidades.
- Portador de novas ordens espaciais. 
Outra característica importante do texto é a apresentação do trabalho enquanto representante de uma análise dos movimentos sociais a partir do entendimento de “movimentos sociais” como categoria, ou seja, pensar a partir dos próprios movimentos sociais e seus sujeitos. 
Geografia(s) e(m) movimento(s) são grafias junto aos, nos e/ou pelos próprios movimentos e seus sujeitos (com o objetivo metodológico, epistêmico, conceitual e teórico). 
- Ele propõe uma geografia que nasce nos seios e se insere em práticas de movimentos sociais. E que se propõe ser um eixo de reflexão transversal entre convivência, militância e ciência. 
Geografias em movimentos como ferra menta de luta do e para os movimentos sociais. 

Algumas reflexões no do final do capítulo: 
Qual ciência queremos e precisamos que possa fortalecer as lutas das classes periféricas? 
Qual epistemologia, quais ferramentas metodológicas, conceituais e teóricas temos e/ou devemos desenvolver para fortalecer a ciência em sua função de servir a essas classes e às suas lutas? 
Quais acúmulos têm e quais caminhos possíveis para construir geografias em movimentos? 
Escrito pelo bolsista André Luiz Bezerra Tavares. 

domingo, 17 de março de 2019


Vem aí nosso livro Gente de Cá: Geografias Periféricas. 


Para o lançamento convidaremos as/os autoras/es e teremos debate sobre os desafios da escrita acadêmica, relatos de experiência sobre o processo de elaboração das monografias, sorteio de livros e café com bolo. Participe! 

O PET-GEOGRAFIA é aberto, plural e quer somar!