terça-feira, 7 de abril de 2015

PET - Debates: A produção do espaço - Sônia Barros

No dia 01 de Abril de 2015 o Grupo PetGeo/UFRRJ- IM realizou a leitura e debate sobre o texto '' A Produção do espaço'', de Sônia Barros, fortalecendo nossa compreensão sobre o assunto.

O presente texto pretende dar um aprofundamento teórico aos petianos nos seus artigos, para a publicação do primeiro livro do grupo, que estão em reta de conclusão.

A produção do espaço - Sonia Barrios

A autora traça primeiramente os processos que levarão à produção do espaço. São eles humanos de atribuição de valor, poder e de significado. Gerando produtos neste espaço, respectivamente, econômicos, políticos e semânticos (cultural-ideológico).

Na mistura destes saem também os produtos globais. Assim, temos o espaço físico socialmente transformado que é um resultado destes. Nada mais que uma relação espaço/sociedade. 

O espaço é caracterizado como funcional e nasce da incidência do fator distância na estruturação dos nexos entre homens/homens e homens/objeto materiais, aliado à necessidade de reprodução biológica e social. O espaço cumpre duas funções: o de objeto da atividade humana (recursos naturais) e o de como suporte (meio ambiente). O espaço é ainda produto das relações sociais, modificado, faz parte da totalidade relacional; determinado estrutura.

A autora parte para as definições e relações entre o espaço e as práticas econômicas, as políticas e as cultural—ideológicas.
As práticas econômicas e o espaço
As práticas econômicas são um conjunto de ações sociais que tenham por finalidade a produção, a distribuição e o consumo de meios materiais. Deposição de valor - de uso (qualidade, do para que serve) e de troca (quantidade). Realizam-se com base em técnicas (tecnologia) e relações entre os humanos.

As formações sociais têm hoje uma adaptação ativa, isto é: transformação da produção de bens materiais e adequação do meio ambiente às necessidades individuais e às de grupos.

O espaço sociocultural se explica pela apropriação histórica dos excedentes da produção por certos indivíduos em detrimento de outros. O espaço modificado é, portanto, produto intencional e não-intencional de uma ordem estabelecida.

A detenção do saber também é uma forma de dominar e historicamente foram.

As práticas políticas e o espaço
As práticas políticas têm por finalidade a conquista ou a detenção do poder. O Estado está entre; sempre se inserindo dando um caráter classista. Também mantém a ordem estabelecida das classes dominantes, mesmo que tenha que ceder às pressões das classes subordinadas. Instituições, também, se apóiam no Estado. Este viabiliza duas formas de legitimar suas ações:

Autoridade à produzir conhecimento (ex.: científico) e /ou por força contingente militar para afirmar a autoridade/dominação
Domínio à aceitação no direito de garantir a inviolabilidade do indivíduo, do lar, da nação.
Depreende-se das práticas políticas uma prática de dominação, apropriação, uma característica do nexo sociedade/espaço físico(natureza).
As relações de dominação são históricas e se complexificam pela evolução. 

Compartilhamento científico (saber) em parte para prejudica a emancipação do caráter colonial mais visível outrora.

Caráter ideológico na formulação de infra-estruturas e legitimar o ordenamento jurídico são funções atribuídas ao Estado. Dar coesão interna a sociedade e resolver as contradições de classe. O Estado cria espaço geopolítico pela divisão territorial para facilitar a administração, de modo hierárquica (município-distrito-entidade-nação). Um domínio político formal. A burguesia, por outro lado, não reconhece fronteiras em virtude do seu capital.

 O Estado dá as condições para os fixos com políticas planejadas. Os movimentos sociais estão no limite e são freqüentemente desviados dos seus objetos de reivindicação.
As práticas cultural-ideológicas e o espaço

São práticas orientadas para:
a) desenvolver responder às indagações do homem;
 b) gerar representações, valores, interesses, modelos, aspirações, mitos, crenças independentes – que mantenham ou não as relações vigentes;
c) difundir pelos meios de comunicação simbólicos.
A infra-estrutura determina, dá base aos fenômenos da superestrutura. Difusão de mensagens, vínculos interpretáveis:  a) texto ; b) processos observáveis e c) a organização de espaço social.
Suporte para o sagrado. O surgimento de novas idéias, valores e objetivos sociais conduzirá sempre uma reformulação do uso, desenho e conteúdo das formas espaciais.
Espaço construído: um conjunto de materiais valorados, apropriado pelas práticas políticas e constituído de significações.
Espaço físico: condiciona.
Espaço social: manifesta, opera.

Propõe um novo esquema metodológico para o estudo do espaço. Este, por fim é de aparentemente técnico, essencialmente social. O elemento estruturante são as relações de dominação históricas. Dinâmico o espaço é um instrumento material.





Por: Kleber Mattos - Colaborador do Grupo PETGEO-UFRRJ/IM.

sábado, 4 de abril de 2015

PET CONVIDA - FRANCISCO CHAGAS

O PET Geografia convida o nosso querido professor Francisco para bater um papo maneiraço sobre território.

Que dia? 09 de abril.

Que horas? 13:30.

Onde? Na sala 205 do Bloco Administrativo.

PET- Debates. ''Pequena reflexão sobre categorias da teoria crítica do espaço: Território usado, território praticado'' - Ana Clara Torres Ribeiro

No dia 25 de março de 2015 o Grupo PetGeo/UFRRJ- IM realizou a leitura e debate sobre o texto ''Pequena reflexão sobre categorias da teoria crítica do espaço: Território usado, território praticado'', de Ana Clara Ribeiro, fortalecendo nossa compreensão sobre o assunto.


Em seu texto Ana Clara Torres Ribeiro se propõe em analisar o território como “ponte” entre a teoria crítica do espaço e a ação politica, sendo essa “ponte” como mediação e um contexto para o diálogo transdisciplinar.

            Em primeiro momento a autora busca contextualizar o território e as relações de poder oriunda da relações sociais propiciada pelo espaço e em segundo momento analisa as ações do Estado e seu papel, pontuando as ações horizontais e verticais das relações sociedade civil e sociedade politica.

            Analisa o poder em dois pontos: um a  ênfase na problemática do poder. Sendo o território como fato e condição, condiciona e é condicionado pelo exercício do poder, e em segundo a relação do Estado como mediador dos interesses da classe dominante e o resto da população civil.

            Em momento a autora vai buscar em Maquiavel através de uma citação, elementos para compreensão da dinâmicas politicas do território.

“Quanto à ação(...)[o príncipe] deverá habituar o corpo aos incômodos naturais da vida em campanha e aprender a natureza dos lugares, saber como surgem os montes, como afundam os vales, como jazem as planícies, e saber da natureza dos rios e dos pântanos,empregando nesse trabalho os melhores cuidados. Esses conhecimentos são uteis sob dois aspectos  principais: primeiro, aprende o príncipe a conhecer bem o seus pais e ficará conhecendo melhor os seus meios de defesa; segundo - pelo conhecimento e pratica daqueles sítios, conhecera facilmente qualquer outro, que lhe seja necessário especular(...) pelo conhecimento de uma província pode-se facilmente chegar ao conhecimento de outra”(Maquiavel, 2000, pp, 141,142).

            O território então como condicionado e condicionador proporciona  condição da ação e projeção da ação através do conhecimento praticado  e vivido do território .

            O Príncipe é uma ideia  viva, que sustenta o conceito de ação politica, o que possibilita que Gramsci  enxergue nele os partidos politico. Inserindo na problemática o Estado como configuração da vontade coletiva, elemento fundamental na luta pela hegemonia e na dialética sociedade civil e sociedade politica. Ainda se utilizando de Gramsci a autora mostra que a ação politica envolve tanto conhecimento histórico como  conhecimento geográfico.

            A autora vai destrinchando a ação através autores renomados dentre ele Milton Santos o qual ela afirma que “a ação, na plenitude da sua afirmação como práxis, inscreve-se na ontologia do espaço. A ação é portadora do tempo na própria espacialidade das  técnicas, na medida em que manifesta, no movimento pratico e politico, as condições historicamente herdadas e o projeto da sua transformação” Ana Clara Torres Ribeiro apud Milton Santos.

            As condições herdadas cria e designo e condições objetivas e subjetivas que transcendem o caráter imediativo conduzindo a transformação da materialidade O  projeto da ação é portados da força  necessária força potencial da reificação e da alienação.

            A noção de projeto  conduz a ideia de passagem do presente para o futuro. Então o espaço tem sua essência um conjunto de elementos dentro de sua dinâmica social, citando a autora “Desse modo o território, ação,projeto, práxis constituem a substancia da dinâmica societária  que direciona os fluxos” (Ana Clara Torres Ribeiro, pp.33)


            Como conclusão o texto nos possibilita a compreensão da complexabilidade que é a realidade que rege o território desde as ações, relações horizontais e verticais, o papel do Estado dentro do território como difusor da “ideia ilusória geral” assegurando os interesses da classe dominante e como mediador do conflito e tenções entre as classes. Também o texto nos possibilita uma compreensão do lugar para os indivíduos e como também que as açoes horizontais podem instaurar a desordem nas relações horizontais com intuito de trazer a “ordem” que possibilita a estabilidade da hegemonia da classe dominante.



Por: Bruno Pereira - Bolsista do grupo PETGEO/UFRRJ-IM.

PET - Debates. Metrópole: A força dos Fracos é seu tempo Lento - Milton Santos

No dia 25 de março de 2015 o Grupo PetGeo/UFRRJ- IM realizou a leitura e debate sobre o texto ''Metrópole: A força dos fracos é seu tempo lento'', de Milton Santos, fortalecendo nossa compreensão sobre os espaços da cidade.

     Espaço e tempo nunca estiveram tão unidos como agora, isso por causa do advento do Período Científico-Técnico. Agora, para um estudo mais completo e antitautológico, faz-se necessário o estudo simultâneo dos dois. “E a cidade, sobretudo a grande cidade, é o fenômeno mais representativo dessa união.” (Pág. 81)

      O espaço é o resultado/produto do conjunto dos objetos e das ações. Mas esses objetos estão se unindo com ações artificias, egoístas e segregadoras, reproduzindo com isso, grandes fabulações. Isso porque esse espaço e tempo comprimido não é um fato para todas as classes sociais. O tempo de um empresário em seu escritório será bem diferente do tempo de um ambulante (sobre)vivendo vendendo coisas na rua. “Nós sabemos que há apenas um relógio um relógio mundial, mas não um tempo mundial.” (pág. 82)

     “Na cidade, hoje, a “naturalidade” do objeto técnico – uma mecânica repetitiva, um sistema de gestos sem surpresa -“ (pág. 83), naturalidade essa verticalizada, produz zonas luminosas, zonas onde todo o foco e atenção serão direcionados, consequentemente, isso irá produzir zonas opacas, áreas que serão tratadas sem importância, onde a cultura e a sociedade serão esquecidas. Isso até os atores hegemônicos perceberam que uma zona opaca pode dar lucro – caso do Porto Maravilha – a partir daí, zonas opacas começam a ser afetadas por “flash”. O que repentinamente está mostrando não ser uma coisa boa, pois a comunidade local sofre com as atitudes manipuladoras e egoístas de certos atores de darem “luz”.  

     De maneira geral, poderíamos imaginar que a velocidade é um grande fator para a “vitória”, e por isso, o grande empresário está onde está, e que o “pobre, quase imóvel na grande cidade, seria o fraco” (pág. 84). Mas Milton Santos nos dá outra perspectiva: “Creio, porém, que na cidade, na grande cidade atual, tudo se dá ao contrário. A força é dos “lentos” e não dos que detêm a velocidade [...]. Quem, na cidade, tem mobilidade – e pode percorrê-la e esquadrinha-la – acaba por ver pouco da cidade e do Mundo. Sua comunhão com as imagens, frequentemente pré-fabricadas, é a sua perdição. Seu conforto, que não desejam perder, vem exatamente do convívio com essas imagens. Os homens “lentos”, por seu turno, para quem essas imagens são miragens, não podem, por muito tempo, estar em fase com esse imaginário perverso e acabam descobrindo as fabulações.” (pág. 84)
     E assim, concluímos que os “espaços luminosos da metrópole, espaços da racionalidade, é que são, de fato, os espaços opacos.”




Por: Gabriel Martins - Colaborador do grupo PetGeo/UFRRJ-IM.

  




quinta-feira, 26 de março de 2015

CINEPET- TOMBOY

No dia 26 de março foi realizado o 1º CINEPET-GEO de 2015 com a exibição do filme “Tomboy”, dirigido por Célia Sciamma. A exibição contou com a presença de estudantes de diversos cursos da UFRRJ, além dos integrantes do grupo PET-GEO/UFRRJ-IM.

O longa retrata a história de uma menina, Laura, de dez anos que tem o costume de se vestir com roupas largas, possui um corte de cabelo curto e não é adepta à maquiagens. Ao se mudar para um novo bairro com sua família a mesma assume uma nova personalidade se apresentando como Michael para os amigos.

Ao decorrer da história, Laura/Michael, se envolve em um caso de amor com sua vizinha e amiga, Lisa, deixando-a em um grande conflito de personalidade e sexualidade. Ao descobrir toda a história, sua mãe a obriga a contar toda a verdade para seus amigos, utilizando um vestido que a deixa desconfortável e constrangida. No final da trama, Lisa e Laura voltam a ser amigas, deixando para o expectador a duvida quanto ao destino de suas vidas.

Após a exibição do filme, um debate foi realizado abordando temas pertinentes ao contexto apresentado na história de Laura, a qual foi posto em pauta a presença de transexuais nas Universidades, a ação do professor quanto à sexualidade dos alunos e a importância da família no desenvolvimento psicológico da criança. O debate foi enriquecido com casos como a da jovem alemã, Kim Petras, que desde a infância trocou seu nome de batismo (Tim Petras), identificando-se como mulher, até realizar a cirurgia de mudança de sexo aos 16 anos, tornando-se uma das pessoas mais jovens a passar por tal procedimento.


O debate, juntamente com o filme, foi de vital importância para descontruir ‘’tabus’’ que a sociedade impõe, deixando um olhar mais crítico à todos quanto aos problemas sociais que nos permeiam.



Por: Yago Oliveira dos Anjos - Bolsista do Grupo PETGEO-UFRRJ/IM.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

PET-Geo no Quilombo da Gamboa

Na tarde do dia 04 de dezembro, os integrantes do grupo PET, Andréia Ribeiro, Djalma Navarro, Felipe Rodrigues, Henderson Neiva, Nathália Oliveira e a tutora Anita Loureiro propuseram uma conversa com Roberto Santos, um dos integrantes da Quilombo das Guerreiras, ocupação de trabalhadores urbanos sem-teto que tem inspirado a reflexão do grupo PET-GEO sobre ações de resistência ao Porto Maravilha. O bate-papo com Roberto aconteceu no Quilombo da Gamboa, atual local de moradia de uma parte das famílias que recentemente deixaram o prédio da Companhia Docas, onde a Quilombo permaneceu por anos na luta pela moradia.

A vivência e os relatos de Roberto foram importantíssimos para o grupo compreender melhor como se estabelecem as relações entre os moradores da ocupação, o poder público e o aparelho coercitivo do Estado; o direcionamento político e as táticas de apropriação territorial da Quilombo, além de outras lutas que passam por uma educação libertária, que inclui a reflexão sobre as questões de gênero em qualquer idade.

A Quilombo das Guerreiras continua na luta pela construção coletiva de suas casas no espaço do Quilombo da Gamboa e o Grupo PETGEO continua apoiando o grupo e pretende em 2015 estar ainda mais próximo desta luta.
Fonte: Acervo do PET

Por: Felipe Rodrigues - Bolsista do Grupo PET-GEO/UFRRJ-IM

PET Geografia Um dia ao som do MAR: evento de lançamento da cartografia musical de rua do centro do Rio

Na manhã do dia 4 de dezembro de 2014 os componentes do PET-Geografia: Andréia Ribeiro, Felipe Rodrigues, Henderson Neiva, Djalma Navarro e a tutora Anita Loureiro participaram do evento promovido pelos grupos de pesquisa Nepcom (Núcleo de estudos e projetos em comunicação) - UFRJ, sobre coordenação de Micael Herschmann e CAC (Comunicação, Arte e Cidade)- UERJ representado pela pesquisadora Cintia Sanmartin Fernandes. O evento intitulado "Um dia ao som do MAR" ocorreu no auditório do Museu de Arte do Rio e apresentou uma cartografia de músicos e grupos que se apresentam nas ruas do Rio e que a pesquisa reuniu em diferentes espacialidades no centro da cidade do Rio de Janeiro, por meio de trabalhos de campo realizados pela equipe do projeto. O evento contou com palestras que apresentaram a importância da pesquisa e contou ainda com o lançamento do e-book “Música nas ruas do Rio de Janeiro” e da plataforma on-line com a espacialização dessas apresentações musicais e culturais do centro do Rio.
Em um primeiro momento o professor e pesquisador Micael Herschmann explicou sobre o projeto, a equipe e como funcionou a pesquisa ressaltando a importância de seus colaboradores para que a cartografia da música de rua e principalmente da gratuidade do acesso às apresentações musicais fossem levantadas e viabilizado como parte da conferência intitulada “Crescimento da música tocada nas ruas em um contexto de intervenções e transformações urbanas”. Concluindo com a fala e a apresentação de uma categoria formulada por ele e Cintia Sanmartin Fernandes denominada de “territorialidades sônico-musicais” buscando explicar, como o mesmo ressaltou, como esses territórios “constituem-se efetivamente em espacialidades criativas capazes de impulsionar, entre outras coisas, o Desenvolvimento Local Sustentável”.
No segundo momento da apresentação, a professora e pesquisadora Cintia Sanmartin Fernandes (CAC-UERJ), apresentou a plataforma online com a distribuição territorial das intervenções artísticas no centro da cidade do Rio de Janeiro subdivido em espacialidades, grupos, circuitos,mapa musical do centro do Rio e narrativas buscando condensar as informações e demonstrar a navegabilidade. Após as duas apresentações, foi realizada a conferência do professor George Yúdice (universidade de Miami) que tratou da “relevância da música para a ressignificação do espaço urbano – os de casos de Miami e San José” buscando ressaltar as espacialidades musicais, voltando-se à comercialização em espaços privados e a tomada desses eventos por grandes empresas patrocinadoras, além de demonstrar a cena local da cidade de San José (Costa rica ) e Miami (Estados Unidos) são minimizadas pelas rádios locais tocando músicas estrangeiras e por uma tomada do Hip-hop norte americano a partir dos anos 90 sobretudo em Miami. Durante a tarde ocorreria a as mesas redondas, o lançamento do e-book “Música nas ruas do Rio de Janeiro” (Ed. INTERCOM), de autoria de Micael Herschmann e Cíntia Sanmartin Fernandes e o pocket show com artistas participantes da Cartografia Musical de Rua do Centro do Rio de Janeiro.

  Integrantes do grupo PET-GEO/UFRRJ-IM que participaram do evento no Museu de Arte do Rio: Henderson Neiva, Andréia Ribeiro, Djalma Navarro e Felipe Rodrigues. Foto: Anita Loureiro

Por: Djalma Navarro - Bolsista do Grupo PET-Geo/UFRRJ-IM

Link do Evento: https://umdiaaosomdomar.wordpress.com/2014/10/14/apresentacao/

Link da plataforma: http://www.cartografiamusicalderuadocentrodorio.com/

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Integrantes do PET vão às IV Jornadas Internacionais de Problemas Latino-Americanos

Entre os dias 27 e 29 de novembro ocorreu a IV Jornadas Internacionais de Problemas Latino-Americanos, nos campus das universidades Unioeste e na Uniamérica, em Foz do Iguaçu. O grupo foi representado pelas petianas Andréia Ribeiro e Carolina Peres, além da tutora Anita Loureiro, que apresentaram o trabalho “Remoção e resistência na cidade do Rio de Janeiro: lutas pelo direito ao centro da cidade.”.
A Jornada propôs a criação de um espaço de diálogo e inovação através da abertura para diversas problemáticas apresentadas pela tríade Brasil-Argentina-Paraguai. Tendo como tema central América Latina: lutas, experiências e debates por uma integração dos povos, permitindo a abordagem e discussões acerca de uma infinidade de temas.

A conferência de abertura ocorreu no dia 27 de novembro, à noite, no Auditório da UNIAMERICA, com o professor Alfredo Falero, da Universidad de la República, do Uruguai, que tratou dos movimentos sociais e a integração da América Latina – tema principal do evento. Nos dias 28 e 29 se deram os simpósios temáticos no período da manhã e da tarde, e mesas que aconteceram simultaneamente na noite do dia 28.
No último dia, 29, além dos simpósios temáticos, ocorreu uma mesa-redonda com Fabrício Pereira da Silva (UFF), Fernando José Martins (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) e Ximena Cabral (Universidad Nacional de Córdoba). E a conferência de encerramento teve a participação da professora Maria da Glória Gohn (Universidade Estadual de Campinas).


 Andréia Ribeiro e Carolina Peres
Bolsistas do Grupo PET-Geo/UFRRJ-IM

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Participação no trabalho de campo “INPE/CPTEC”

Os petianos Carol Peres e Henderson Neiva participaram, durante os dias 11 e 12 de novembro de 2014, do trabalho de campo ofertado pela disciplina de Climatologia Aplicada ao INPE– Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e aoCPTEC– Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos nos municípios de São José dos Campos e Cachoeira Paulista, respectivamente, ambos no estado de São Paulo.


Durante o dia 11/11 os estudantes foram ao CEMADEN – Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais que é um dos órgãos associados ao INPE, que tem como objetivo monitorar, através de imagens de satélites e dados de estações meteorológicas espalhadas por diversos municípios do país, as chances de chover em determinada região e de analisar se o total pluviométrico atual é de risco para alagamentos, desmoronamentos e outros desastres naturais, assim sendo, são emitidos alertas de atenção para as secretarias de vigilância locais, ajudando a população a se prevenir de qualquer dano.


De acordo com o geógrafo que estava realizando as explicações, no estado do RJ há uma forte atenção para as regiões serrana e o sul fluminense, região de Angra dos Reis, visto que estas localidades já sofreram com alguns eventos extremos citados anteriormente.

No segundo dia, houve uma visita ao CPTEC, onde os petianos puderam conhecer como é feita a previsão do tempo para as diversas cidades do país, desde a chegada e análise dos dados até o momento de disponibilizar a informação para a população.

Henderson Neiva
Bolsista do PET (MEC/SeSu)

Participação no “XI Simpósio Brasileiro de Climatologia Geográfica”

Durante os dias 14 ao17 de outubro de 2014 o petiano Henderson Neiva participou da XI edição doSimpósio Brasileiro deClimatologia Geográfica – SBCG, que ocorreu no Centro de Eventos do Sistema FIEP, na cidade de Curitiba, PR.

O simpósio contou com conferências, palestras, debates e apresentações de trabalhos nas mais diversas subáreas da Climatologia, sendo de grande enriquecimento acadêmico para o petiano, que tem os seus estudos centrados nesta área da Geografia. Foram apresentados trabalhos e palestras desde o “Ensino de Climatologia”, passando pelas temáticas de “Clima urbano”, área onde o integrante possui uma pesquisa, até a área da “Climatologia Médica”, abordando sobre a inter-relação entre o clima-doenças.



O petiano teve participação em um minicurso “Eventos Climáticos Extremos” que foi ministrado pelo Geógrafo Climatologista Dr. GuillaumeFortin, da Universidade de Montreal, no Canadá.

Henderson Neiva
Bolsista do PET (MEC/SeSu)

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

PET vai à Escola

                                                                                    Figura: Dinâmica da Teia
                                                                                    Foto: Felipe Rodrigues



Os integrantes Felipe Rodrigues, Gabriel Martins, Guilherme Preato e Yago Anjos, do grupo Pet-Geo/UFRRJ-IM visitaram o Colégio Estadual Milton Campos, situado em Nova Iguaçu, no dia 05 de Novembro de 2014 para oferecer uma apresentação de como funciona o ensino público superior, desde à sua forma de ingresso até a apresentação da infra estrutura do Instituto Multidisciplinar da UFRRJ, campus Nova Iguaçu.
A apresentação foi feita através de um projeto elaborado pelo PET em que o objetivo era apresentar a Universidade e um pouco sobre o curso de geografia para os alunos da escola. Digo de antemão que o objetivo foi mais que alcançado.     

 A proposta foi iniciar com uma dinâmica de integração, para “quebrar o gelo” de ambos e, sobretudo, para a apresentação - nome, idade, município onde reside e curso que pretende fazer-. O nome é “Dinâmica da Teia”, foi feita da seguinte maneira: todos os envolvidos na atividade fizeram uma roda, o primeiro que falou pegou um rolo de barbante e amarrou um pedaço em seu dedo, após sua apresentação, ele jogou o rolo para uma outra pessoa, aleatoriamente. O processo foi sucessivo, resultando em uma grande teia no final. Algo importante que percebemos nesse momento foi a resposta da enquete “Qual curso pretende fazer?”, majoritariamente, os cursos de preferência foram cursos da licenciatura que o próprio Campus da UFRRJ em Nova Iguaçu fornece, dentre eles: História, Letras-Português-Licenciatura, Letras-Português-Espanhol e Pedagogia. Ninguém optou por geografia, no final da apresentação levantamos uma hipótese para motivo.
 Depois da dinâmica, a apresentação começou, explicamos a forma que o aluno tem que fazer para ingressar em uma Universidade Federal, que é através do ENEM (e ressaltamos que não somente uma Federal, mas também algumas privadas, através do PROUNI), aproveitamos o momento para dar algumas dicas sobre o que seria bom para eles fazerem no dia da realização da prova –comida, vestimenta, posição ao sentar, cuidado ao escolher qual cadeira-. Em seguida, falamos sobre o SISU. Os alunos se atentaram muito para essa parte porque foi inovador, a maioria desconhecia esse processo, inicialmente pareceu complicado, mas tudo foi ficando claro com o passar da explicação, até mesmo porque eles estavam perguntando e as respostas foram dadas. Após essa etapa, situamos e comentamos sobre as diversas Universidades federais do R.J, esse momento foi bom porque eles ficaram um pouco aliviados, viram que há bom número de opções disponíveis. O próximo tópico de apresentação foi sobre as cotas, bolsas e programas que a Universidade oferece, outro aspecto bem importante que os deixaram bem tranquilos, pois souberam que há condições de renda dentro da academia. Explicamos todas as possíveis formas de pedir cotas, o que são e como conseguir as bolsas de permanência e esclarecemos o que são os programas –PET, PIBIB, PIBIC, PROEXT-. A partir desse momento “entramos no IM”, apresentamos a estrutura física -interna e externa-, vale dizer que acharam tudo muito bonito, e mostramos todos os cursos que a nossa Universidade oferece com seus respectivos horários, nesse momento, deu para observar a alegria deles, porque, como já foi relatado, a maioria queria fazer algum curso que o há no IM, nossa hipótese é que eles, em maioria, são do Curso Normal-Formação de Professores, e por isso a preferência com os cursos de licenciatura. Por falar em “Licenciatura”, tiramos uma tremenda dúvida que já foi colocada no início: a diferença entre licenciatura e bacharelado. Terminamos com chave de ouro; o tópico final foi falar um pouco sobre a geografia, quando a pergunta “O que você compreende que seja a Geografia?” foi feita, as respostas foram unânimes: saber capitais, relevo, nome de rios. Eles estavam presos a essa concepção de geografia como “decoreba”, chata, por isso que uma aluna perguntou para o grupo, no início, o motivo de estarmos fazendo geografia, ela quis saber o motivo de estarmos fazendo essa disciplina tão “chata”, “enfadonha”, “desinteressante” (usando as palavras de Yves Lacoste), por causa disso que também levantamos a hipótese: ninguém optou por geografia (no início, na dinâmica da teia) porque estava claro que os alunos daquela sala não tiveram a oportunidade de conhecer as outras geografias, as que questionam, as que são críticas. Falamos um pouco sobre esse outro lado da geografia que eles não conheciam, mostramos o currículo de matérias, nesse momento perceberam o quão abrangente e importante é a geografia.
  Concluindo, é por isso que dizemos que fechamos com chave de ouro, porque além de apresentar universidade, de incentivar uma vontade neles de estudarem perto, de valorizarem essa oportunidade de termos uma Federal em Nova Iguaçu; mudamos um pouco a concepção deles do que é a geografia. Foi uma experiência rica para ambos, aprendemos muito também, como futuros professores ficamos tocados e ansiosos para começar a trabalhar. Não imaginávamos que a experiência seria tão boa, é por isso que, no primeiro parágrafo, colocamos que o objetivo foi mais que alcançado.

Por: Gabriel Martins - Colaborador do Grupo PET-Geo/UFRRJ-IM









sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Cine PET - Faixa de Areia

No dia 29 de outubro foi realizado o Cine PET-Geo com a exibição do documentário “Faixa de Areia”, dirigido por Daniela Kallmann e Flávia Lins e Silva. A exibição do documentário contou com a presença da professora Drª. Teresa Mendonça do DAT (Departamento de Administração e Turismo) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro como convidada para o debate sobre as questões apresentadas no filme.
 
O documentário aborda diferentes formas de apropriação da praia como lugar de uso público, “para todos”, e como a territorialização dos sujeitos acontece. Mostra como cada grupo se espacializa nas praias do Rio de Janeiro.

Os questionamentos acontecem mediante os diferentes comportamentos e falas dos sujeitos frequentadores das praias. O documentário foi construído segundo falas daqueles que se apropriam das praias, seja morador do Leblon ou de Ramos. Cada sujeito expõe qual é o papel da praia em sua vida, como forma de lazer ou até mesmo de sustento no caso dos vendedores ambulantes, e como esses frequentadores veem o “outro” (de classe social ou grupo social diferente do seu). 

O debate foi pautado nas questões apresentadas no filme, e serviu para sanar algumas dúvidas do grupo que está realizando a pesquisa sobre: “Durismo ostentação: Táticas de apropriação do turismo popular na Ilha Grande”. A professora Drª. Teresa contribuiu com seu conhecimento acerca do turismo e do diálogo com a Antropologia, e falou da importância do conhecimento geográfico e o conhecimento turístico dialogarem para uma melhor compreensão das relações, visões e práticas dos sujeitos nas praias.

Por: Flávia Souza - Discente Colaboradora "informal" do Grupo Pet-Geo/UFRRJ-IM



terça-feira, 28 de outubro de 2014

Petianos participam de trabalho de campo na Reserva Biológica do Tinguá

 Os integrantes do PET, Felipe Rodrigues, Guilherme Preato e Yago Anjos, participaram de um trabalho de campo proposto pelo professor Sérgio Fiori na disciplina optativa Análise de Potenciais Turísticos.
            A saída foi muito importante para a compreensão da importância histórica da Baixada Fluminense, a partir da observação da Fazenda São Bernardino, centro econômico importante no período colonial, do cemitério dos escravos e dos senhores de engenho, e da participação do senhor 
Alan Lucena, um proprietário de terras da região a qual abriga a fazenda onde existia o Porto Iguaçu, construído estrategicamente no Rio Iguaçu, sendo utilizado para o escoamento de metais preciosos e do café, posteriormente.
            É importante destacar a relevância deste tipo de atividade para o curso de geografia da UFRRJ IM, pois é através destas ações que podemos nos aproximar das dinâmicas de vida e história local e assim cada vez mais nos interarmos com a realidade da baixada fluminense e assim passarmos dar maior atenção e retorno à temática .

Por: Felipe Rodrigues - Bolsista do Grupo PET-Geo/UFRRJ-IM